Dez dicas de alimentação para melhorar a saúde da pessoa idosa

Foto: Blog da Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE

A cada ano que passa, mais pessoas conseguem chegar aos sessenta anos, independentemente do país de origem. Isso é o que mostra o último Relatório Mundial de Saúde e Envelhecimento, que revela também que o número de pessoas idosas no Brasil, ou seja com mais de sessenta anos, deve crescer mais rápido do que a média mundial.

Para que se entenda bem: o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil vai quase triplicar até 2050. Atualmente, a população idosa brasileira totaliza 23,5 milhões de pessoas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística). Se a previsão da OMS se cumprir, em 2050 o Brasil vai ter aproximadamente 73 idosos para cada 100 crianças.

Então, se pensarmos nesse ritmo de envelhecimento da população brasileira, logo vem uma questão importante: com mais pessoas idosas, é preciso planejar e desenvolver ações de saúde que possam contribuir com a melhoria da qualidade de vida dos idosos. E isso não quer dizer que antes o tema fosse irrelevante, mas que, agora, torna-se mais urgente.

Uma das medidas que podem melhorar a qualidade de vida sem grandes esforços é uma mudança de hábitos alimentares, que para a pessoa idosa tem uma sensível diferença em relação a demais idades, já que o próprio corpo tem reações diferentes e mais lentas.

Guia alimentar
Nesse sentido, o Ministério da Saúde criou o Guia Alimentar Para a População Brasileira. “São orientações para que as pessoas consumam mais alimentos in natura ou minimante processados. Isso quer dizer preferir comer alimentos da forma mais próxima de como surgiram na natureza, como arroz, feijão, frutas, verduras, leite e carnes, evitando alimentos que vêm em caixinhas com muitos conservantes e nomes estranhos, que a gente não conhece”, explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

Essa orientação é importante não apenas para as pessoas idosas, mas também deve ser observada (e seguida, claro) por familiares, cuidadores e profissionais de saúde que tratam dessa população. Segundo a coordenadora de Alimentação e Nutrição, o preparo dos alimentos é parte fundamental no cuidado da saúde. “É preciso compreender que com o passar da idade, as pessoas começam a perder o paladar e, por isso, tendem a colocar mais sal e açúcar na comida. Isso não deve ser feito, pois causa mais prejuízos à saúde da pessoa idosa. A solução para a falta de sabor é acrescentar temperos, preferencialmente os naturais” alerta Lessa.

Diversos cuidados devem ser tomados em relação à alimentação, como o modo de armazenamento, embalagem e validade. Mas outro aspecto é relevante para dar maior ganho à saúde da pessoa idosa, no que diz respeito à alimentação: o ambiente onde se realiza a refeição, que deve ser um local tranquilo. “Para o idoso é muito importante estar acompanhado, de preferência pela família. A solidão é uma grande inimiga para qualquer um, mas pode ser pior para o idoso, até mesmo porque alguns têm dificuldade para manusear os talheres. Além disso, deve se evitar comer em frente a televisão, pois isso faz com que o idoso coma mais e não preste atenção ao que está comendo”, exemplifica Michele Lessa.

E para facilitar, a Coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde elaborou algumas dicas para ajudar a população a manter uma vida saudável baseada em uma boa alimentação, confira aí!

Dez passos para uma alimentação saudável

1º passo – Faça três refeições ao dia (café da manhã, almoço e jantar) e, caso necessite de mais, faça outras refeições nos intervalos. Procure fazer as refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) em horários semelhantes todos os dias. Nos intervalos entre essas refeições, prefira realizar pequenas refeições saudáveis com alimentos frescos. Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, procurando comer em locais limpos e onde você se sinta confortável, evitando ambientes ruidosos ou estressantes.

2º passo – Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural. Inclua nas principais refeições alimentos como arroz, milho, batata, mandioca/macaxeira/aipim. Esses alimentos são as mais importantes fontes de energia e, por isso, devem ser os principais componentes das principais refeições, devendo-se dar preferência às suas formas integrais. As atividades de planejar as compras de alimentos, organizar a despensa doméstica e definir com antecedência o cardápio da semana podem contribuir para a sua satisfação com a alimentação. Em supermercados e outros estabelecimentos, utilize uma lista de compras, para não comprar mais do que o necessário.

3º passo – Inclua frutas, legumes e verduras em todas as refeições ao longo do dia. Frutas, legumes e verduras são ricos em vitaminas, minerais e fibras. Por tal razão, eles devem estar presentes diariamente na sua alimentação. O consumo desses alimentos contribui para diminuir o risco de várias doenças e ajuda a evitar a constipação (prisão de ventre). Feiras livres, “sacolões” ou “varejões” são boas opções para a compra de alimentos frescos da safra (época) e com menor custo.

4º passo – Coma feijão com arroz, de preferência no almoço ou no jantar. Esse prato brasileiro é uma combinação completa e nutritiva e é a base de uma alimentação saudável. Varie os tipos de feijões usados (preto, manteiga, carioquinha, verde, de corda, branco e outros) e use também outros tipos de leguminosas (como soja, grão-de-bico, ervilha, lentilha ou fava). Se você tem habilidades culinárias, procure desenvolvê-las e partilhá-las com familiares e amigos. Se você não tem tais habilidades, converse com as pessoas que sabem cozinhar, peça receitas a familiares, amigos e colegas, leia livros, consulte a internet e descubra o prazer de preparar o seu próprio alimento. Para evitar o desperdício, cozinhe pequenas porções e congele o alimento sempre que isso for possível, para a sua utilização em dias posteriores.

5º passo – Lembre-se de incluir carnes, aves, peixes, ovos, leite e derivados em pelo menos uma refeição durante o dia. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis. Os leites e derivados são ricos em cálcio, que ajuda no fortalecimento dos ossos. Já as carnes, as aves, os peixes e os ovos são ricos em proteínas e minerais. Quanto mais variada e colorida for a sua alimentação, mais equilibrada e saborosa ela será.

6º passo – Use pouca quantidade de óleos, gorduras, açúcar e sal no preparo dos alimentos. Esses ingredientes culinários devem ser usados com moderação para temperar alimentos e para criar preparações culinárias. Procure evitar o açúcar e o sal em excesso, substituindoos por temperos naturais (como cheiro verde, alho, cebola, manjericão, orégano, coentro, alecrim, entre outros) e optando por receitas que não levem açúcar na sua preparação.

7º passo – Beba água mesmo sem sentir sede, de preferência nos intervalos das refeições. A quantidade de água que precisamos ingerir por dia é muito variável e depende de vários fatores, incluindo a idade e o peso da pessoa, a atividade física que ela realiza e o clima e a temperatura do ambiente onde ela vive. É importante estar atento ao consumo diário de água para evitar casos de desidratação, principalmente em dias muito quentes. Vale lembrar de que bebidas açucaradas (como refrigerantes e sucos industrializados) não devem substituir a água. Uma dica é aromatizar a água com hortelã ou frutas, como rodelas e cascas de laranja ou limão.

8º passo – Evite bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos e chás industrializados), bolos e biscoitos recheados, doces e outras guloseimas como regra da alimentação. Produtos ultraprocessados (como biscoitos recheados, guloseimas, ‘salgadinhos’, refrigerantes, sucos industrializados, sopa e macarrão ‘instantâneos’, ‘tempero pronto’, embutidos, produtos prontos para aquecer) devem ser evitados ou consumidos apenas ocasionalmente. Embora convenientes e de sabor pronunciado, esses e outros produtos ultraprocessados tendem a ser nutricionalmente desequilibrados e, em sua maioria, contêm quantidades elevadas de açúcar, gordura e sal.

9º passo – Fique atento(a) às informações nutricionais dos rótulos dos produtos processados e ultraprocessados para favorecer a escolha de produtos alimentícios mais saudáveis. Os rótulos dos produtos processados e ultraprocessados (como biscoitos, pães de forma, iogurtes, barras de cereais, entre outros) são uma forma de comunicação entre esses produtos e os consumidores e contêm informações importantes sobre a sua composição. Mais formas de esclarecimento podem surgir no diálogo com outras pessoas no local de compra ou por meio do serviço de atendimento ao consumidor (SAC) ou, até mesmo, em uma consulta com um profissional de saúde. Fique atento(a) para informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais, pois geralmente as propagandas buscam aumentar a venda dos produtos, mas não informar.

10º passo – Sempre que possível, coma acompanhado(a) de alguém. A companhia de familiares, amigos ou vizinhos na hora das refeições colabora para o comer com regularidade e atenção, proporciona mais prazer com a alimentação e favorece o apetite. Escolha uma ou mais refeições na semana para desfrutar da alimentação na companhia de alguém, mantendo o convívio social com as pessoas próximas.

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Janary Damacena para o Blog da Saúde.

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Publicado por em abr 13 2018. Arquivado em Destaque, Noticias, Saude. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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