Projeto da Unicentro oferece apoio para implantação de hortas em pequenas propriedades rurais

Colégio Estadual Algacyr Munhoz Maer, alunos usam a horta para ter prova de inglês. 10/06/013. Foto: Hedeson Alves

O projeto de extensão “Produção de hortaliças orgânicas com certificação” da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), tem orientado a população sobre a produção de hortaliças em pequenas propriedades do distrito de Guará, em Guarapuava. O projeto começou em abril de 2017 e deve seguir até março de 2018.

A ideia, como explica Débora Anzolin, integrante do projeto, é fomentar a produção orgânica de hortaliças para o consumo familiar e estimular que o excedente seja comercializado, gerando renda para as famílias. “Eles são moradores aqui da área rural, mas alguns nem uma horta caseira tinham. Então, a gente veio e viu quem tinha interesse em iniciar uma horta mais para subsistência mesmo. Depois, com o excedente, incentivamos que a produção seja comercializada”.

Além da criação de hortas orgânicas, o projeto também envolve diversas ações, como cursos, em parceria com o Colégio Estadual Francisco Carneiro Martins, que explicam aos estudantes da escola local o que é a produção orgânica. Nas propriedades, também foi feita a separação e a coleta de lixo reciclável.

Ação necessária que contou com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e que deve ter continuidade. “Depois dessa ação, a gente recolheu o lixo, conversou com os moradores e deu essa visibilidade para essa área. Agora, a gente quer ir com a prefeitura conversar com eles para que comece a coleta seletiva de recicláveis nessa área”, destaca Débora.

Mas são as hortas orgânicas que ganham uma atenção especial da equipe técnica do projeto. “Trazemos as mudas, ajudamos a montar a horta, no sistema de irrigação, damos uma assistência na questão de doenças e pragas, dando uma solução para eles nessa questão”, conta a extensionista Francieli Calgaro.

Ações que animaram a dona Railda dos Santos, agricultora que faz parte do projeto, a investir na horta de casa. “Eu tinha uma horta caseira, pouca coisa, mas nunca me animei para fazer uma horta de verdade. Aí, quando elas vieram, eu vi que se você tem um apoio e orientação é muito bom. Elas vêm, trazem as mudas, me ajudam e me orientam. É um ânimo que eu nunca tive e agora eu estou tendo”, diz.

A horta criada com a assistência do projeto já está bem encaminhada e logo, logo, deve dar a dona Railda os primeiros resultados. Para a agricultora, o apoio e as orientações do projeto são um incentivo para, além de consumir o que ela mesma cultiva, ainda garantir uma renda extra. “Eu sei que tem o projeto das feiras, têm outros projetos da prefeitura e eu gostaria de participar. Encontrando um ânimo, um apoio, você vê que a coisa vai andar e vale a pena fazer”, afirmou.

fonte: agro paraná.

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